Oito, nove, dez. Paradinha. Olhadinha.
Mulheres desfilam entre os espelhos com suas bundas malhadas em calças de lycra três números menor e os machões da academia não desgrudam os olhos: do próprio bíceps.
Paradinha. Olhadinha.
É o culto do homem moderno ao corpo. Do próprio corpo. Nada mais importa ao seu redor do que a circunferência do seu próprio bíceps. É uma paixão mutua. O marombeiro olha com paixão para seu braço e que fica inchado de orgulho.
Oito, nove, dez. Paradinha. Olhadinha.
O saradão de plantão fica tão cego de paixão por seu peito e braços que nem consegue enxergar as pernas, que ficam sofrendo, magrinhas. “Fazer perna para que, se na balada eu vou de calça?”. Sem contar que ao fazer perna não dá para fazer a Paradinha. Olhadinha em frente ao espelho.
Paradinha. Olhadinha.
“Você tem muita sorte de ficar comigo, olha só os meus músculos!”
Paradinha. Olhadinha.
Nem os novatos resistem. Aquele menino raquítico, envergonhado, vestido com moletom 3 números maior para esconder a barriga ou os ossos já na segunda semana, já esta fazendo a Paradinha olhadinha. Discreta. Na terceira já entrou no ritmo. Veste camiseta regata mamãe eu faço: Paradinha. Olhadinha, corrente de prata e compra um Pit Bull.
“Exercitar a cabeça para que se não dá para ver os músculos do cérebro?”
Paradinha. Olhadinha.
Não vai ser estranho se um dia ver esses armários abraçados com o próprio reflexo em qualquer lugar que tenha um espelho, seja na balada, no elevador ou pendurado num retrovisor do carro. Porque seus braços são a única coisa que esses ratos de academia enxergam, nem o próprio umbigo eles enxergam mais.
Oito, nove, dez. Paradinha. Olhadinha. Ufa, cansei.
26 de fevereiro de 2007
12 de fevereiro de 2007
Onde o Super-Homem corta o cabelo?
Ao assistir Superman: Returns, algumas perguntas começaram a explodir na minha cabeça. E se o Super-Homem existisse no mundo real, como ele resolveria as situações do dia-a-dia?
O disfarce é fajuto, mas quem acreditaria que aquele seu amigo desajeitado, de óculos, que calça um sapato parecido com o dos palhaços (Clark Kent deve usar sapatos uns três números maior que o seu pé só para caber a bota), um região glútea à la Carla Perez (porque é ali que deve ficar enrolada a capa) e sempre de terninho bege – ainda bem que ele não mora no nordeste se não tostava - é o Deus de plantão? Não dá para acreditar.
Aliás, ele deve gastar todo o salário de repórter na Colombo, comprando ternos de 99,00 reais e camisas na C&A, já que a cada tentativa de salvar o mundo é um kit-terno completo que vai para o saco. Daqui a pouco vai ter que ser criada uma ONG para salvar a sua conta-bancária.
E as necessidades fisiológicas, como ficam com tanta roupa? Só o super-heróis tiram à cueca primeiro que a calça para dar ir ao banheiro. O Super-Homem deve conseguir fazer o processo calça-cueca-calça bem rapinho com sua super-velocidade. Mas o Batman caga nas calças.
Tudo bem que os caras são super-heróis, mas eles não tem senso de estilo. Roupas de cores berrantes com cueca por cima da calça é tão brega que em X-Men: O Filme há uma piadinha sobre isso.
Mas apesar do mau gosto para roupa o Homem-de-Aço é metro sexual. Ele só combate o crime depois de passar gel no cabelo e deixar des-propositalmente uma mecha des-penteada em formato de “S” na sua testa. Só não me pergunte onde ele guarda o tubinho do gel.
Para o Superman resolver essas paradas são fáceis, difícil deve ser encontrar alguém que consiga cortar o seu cabelo. Não importa se ele enfrentou um furacão ou entrou num vulcão, o cabelo não despenteia nem chamusca. Então onde ele arruma uma super-tesoura para cortar seu super-cabelo? No Jassa que não é.
Unha ele roí com certeza. Tem cortador de unhas que não corta as minhas que dirá as dele.
E as reações involuntárias então? Se nosso espirro sai a centos km/h, quando ele espirra os E.U.A são assolados por furacões. E se um dia ele brincar de peidar na água para fazer bolinhas às cidades costeiras do mundo vão sofrer com novos Tsunamis.
Mas ainda bem que ele não existe de verdade, já imaginou se ele tem uma super-ereção na hora do sexo e seguida de uma super-gozada? Coitada da garota.
O disfarce é fajuto, mas quem acreditaria que aquele seu amigo desajeitado, de óculos, que calça um sapato parecido com o dos palhaços (Clark Kent deve usar sapatos uns três números maior que o seu pé só para caber a bota), um região glútea à la Carla Perez (porque é ali que deve ficar enrolada a capa) e sempre de terninho bege – ainda bem que ele não mora no nordeste se não tostava - é o Deus de plantão? Não dá para acreditar.
Aliás, ele deve gastar todo o salário de repórter na Colombo, comprando ternos de 99,00 reais e camisas na C&A, já que a cada tentativa de salvar o mundo é um kit-terno completo que vai para o saco. Daqui a pouco vai ter que ser criada uma ONG para salvar a sua conta-bancária.
E as necessidades fisiológicas, como ficam com tanta roupa? Só o super-heróis tiram à cueca primeiro que a calça para dar ir ao banheiro. O Super-Homem deve conseguir fazer o processo calça-cueca-calça bem rapinho com sua super-velocidade. Mas o Batman caga nas calças.
Tudo bem que os caras são super-heróis, mas eles não tem senso de estilo. Roupas de cores berrantes com cueca por cima da calça é tão brega que em X-Men: O Filme há uma piadinha sobre isso.
Mas apesar do mau gosto para roupa o Homem-de-Aço é metro sexual. Ele só combate o crime depois de passar gel no cabelo e deixar des-propositalmente uma mecha des-penteada em formato de “S” na sua testa. Só não me pergunte onde ele guarda o tubinho do gel.
Para o Superman resolver essas paradas são fáceis, difícil deve ser encontrar alguém que consiga cortar o seu cabelo. Não importa se ele enfrentou um furacão ou entrou num vulcão, o cabelo não despenteia nem chamusca. Então onde ele arruma uma super-tesoura para cortar seu super-cabelo? No Jassa que não é.
Unha ele roí com certeza. Tem cortador de unhas que não corta as minhas que dirá as dele.
E as reações involuntárias então? Se nosso espirro sai a centos km/h, quando ele espirra os E.U.A são assolados por furacões. E se um dia ele brincar de peidar na água para fazer bolinhas às cidades costeiras do mundo vão sofrer com novos Tsunamis.
Mas ainda bem que ele não existe de verdade, já imaginou se ele tem uma super-ereção na hora do sexo e seguida de uma super-gozada? Coitada da garota.
25 de janeiro de 2007
Homens Bonzinhos Não Fazem Sexo.
Toda mulher sonha com o namorado perfeito, o cara sensível, atencioso, romântico e que durma abraçadinho depois de fazer amor.
Mas elas dão mesmo para o galinha, safado, sem-vergonha que depois do sexo, esse tipo não faz amor, cai no sono ou veste as calças e vai embora tomar cerveja com os amigos e contar que comeu mais uma. O famoso escroto.
Quando uma mulher fala para amiga que Fulaninho - normalmente com terminação nominal “inho” - é bonzinho, ela está dizendo: “Inho é legal, até bonitinho (eufemismo para feio), mas não tem jeito. Pra ele eu não dou!”.
Bonzinho é o pior adjetivo que um homem pode ter. Geralmente é apaixonado pela melhor amiga mais rodada que pneu de caminhão, é o seu confidente e seus amigos o chamam de Arroz porque só acompanha e não come ninguém.
Arroz sim, mas gente boa. Ele é o cara que sem reclamar, busca a amiga e todas as amigas da amiga em 3 bairros diferentes pra ir para balada, paga o estacionamento, vê as minas ficarem com câimbra na língua e não pega ninguém. No fim da festa, deixa sua amiga em casa com o cara do segundo parágrafo e ainda ouve, recebendo tapinhas nas costas: “Porra você é gente boa para caralho. Pode deixar que vou co... cuidar bem dela!”.
Lá se vai bonzinho para casa depois de mais uma balada como cantor de churrascaria: cantou para os outros comerem.
Quinze dias depois sua amiga liga aos prantos: “Ele me usou. Porque eu só atraio caras errados? Eu queria encontrar alguém como você!” Pausa para o momento esperança. Quase dá para ouvir os batimentos cardíacos do cidadão do outro lado da linha. E ela continua: “A menina que namorar você vai ter muita sorte.” Pausa para o momento: Pulo da janela agora ou quando desligar?
Agora pior do que ser bonzinho, só se for gordinho-bonzinho. Daí amigo, pode esquecer. Ou fica rico ou vai passar a vida navegando sites pornôs na internet jogando dados de madrugada.
Vida de bonzinho parece comédia romântica de Hollywood intitulada: Nice Guys Don´t Have Sex. Com todas as cenas de sorvete, praia e risadas mas com a diferença que no fim do filme o Inho em questão não come a menina mais cobiçada da escola. Não tem jeito. Caras bonzinhos não fazem sexo.
Mas elas dão mesmo para o galinha, safado, sem-vergonha que depois do sexo, esse tipo não faz amor, cai no sono ou veste as calças e vai embora tomar cerveja com os amigos e contar que comeu mais uma. O famoso escroto.
Quando uma mulher fala para amiga que Fulaninho - normalmente com terminação nominal “inho” - é bonzinho, ela está dizendo: “Inho é legal, até bonitinho (eufemismo para feio), mas não tem jeito. Pra ele eu não dou!”.
Bonzinho é o pior adjetivo que um homem pode ter. Geralmente é apaixonado pela melhor amiga mais rodada que pneu de caminhão, é o seu confidente e seus amigos o chamam de Arroz porque só acompanha e não come ninguém.
Arroz sim, mas gente boa. Ele é o cara que sem reclamar, busca a amiga e todas as amigas da amiga em 3 bairros diferentes pra ir para balada, paga o estacionamento, vê as minas ficarem com câimbra na língua e não pega ninguém. No fim da festa, deixa sua amiga em casa com o cara do segundo parágrafo e ainda ouve, recebendo tapinhas nas costas: “Porra você é gente boa para caralho. Pode deixar que vou co... cuidar bem dela!”.
Lá se vai bonzinho para casa depois de mais uma balada como cantor de churrascaria: cantou para os outros comerem.
Quinze dias depois sua amiga liga aos prantos: “Ele me usou. Porque eu só atraio caras errados? Eu queria encontrar alguém como você!” Pausa para o momento esperança. Quase dá para ouvir os batimentos cardíacos do cidadão do outro lado da linha. E ela continua: “A menina que namorar você vai ter muita sorte.” Pausa para o momento: Pulo da janela agora ou quando desligar?
Agora pior do que ser bonzinho, só se for gordinho-bonzinho. Daí amigo, pode esquecer. Ou fica rico ou vai passar a vida navegando sites pornôs na internet jogando dados de madrugada.
Vida de bonzinho parece comédia romântica de Hollywood intitulada: Nice Guys Don´t Have Sex. Com todas as cenas de sorvete, praia e risadas mas com a diferença que no fim do filme o Inho em questão não come a menina mais cobiçada da escola. Não tem jeito. Caras bonzinhos não fazem sexo.
22 de janeiro de 2007
Tragédia dá Ibope.
Não tem como não associar a musiquinha (Tã tã, tã. Tããã!) do Plantão da Globo com tragédia. E recentemente ela tocou de novo. Interrompendo a Sessão da Tarde de milhares de crianças felizes, para falar da mais recente tragédia. Obras do Metrô de São Paulo desmoronam.
Já deu. Não há canais suficientes (e agora blogs, também vou lucrar em cima) suficientes para falar do buraco.
“Josefina, você viu o tamanho do buraco?”. “Mas o buraco já existia”. “Mesmo?”. “Verdade, ele só aumentou um pouco, mas morreram 6 pessoas”. “Que tragédia meu Deus!”.
Dá até para entender que os leigos não saibam da existência do buraco nas obras, porque a televisão fez entender é que a cratera não existia. Depois eles o aumentaram. E muito. Se tivesse desmoronado em profundidade não em comprimento, as televisões estariam dizendo que seria a ligação de metrô São Paulo /Tóquio.
E olha que os buracos nas rodovias federais matam muito mais. Mas isso a gente já acostumou. Não dá ibope. Não tem mais graça. Mas a cratera tem cheiro de carniça fresca. E carniça atrai urubus de todas as espécies.
Rápida e implacável, a dos repórteres sensacionalistas é a primeira a chegar e colocar no ar as opiniões embasadas dos Urubus “Especialistas de Plantão”. Eles não são geólogos, nem engenheiros, mas tem a sua opinião veemente: "Foi terrorismo. Com certeza! Eu vi um talibã entrar no buraco, sem ninguém perceber."
Filtrar informação pra que? Joga na tela que o povo acredita sem pensar e discute. Dá ibope. Também apareceu a espécie Família. Pai, Mãe e filhos. Num típico e cada vez mais tradicional programa família: A tragédia do final de semana. Teve até a descoberta de uma nova espécie. A dos urubus Solidários, como a Red Bull. Que foi prestar solidariedade, distribuindo energéticos para os engenheiros responsáveis pelas buscas e para os curiosos de plantão. Afinal se algum deles caísse no buraco não teria problema, por que: “Red Urubull te dá asas!”. O buraco na aviação civil que causou uma tragédia sem precedentes na aviação brasileira já foi esquecido. O caos nos aeroportos? Esquecido. O buraco nas filas do INSS que mata muito mais gente todos os dias? Esquecido. Se cair mais três obras do metrô, ninguém vai dar à mínima. A gente acostuma. E esquece.
A cratera deu ibope porque era carniça fresca. Agora, já está começando a feder. E carne velha não dá ibope.
Até a próxima tragédia ou crônica. O que acontecer primeiro.
Já deu. Não há canais suficientes (e agora blogs, também vou lucrar em cima) suficientes para falar do buraco.
“Josefina, você viu o tamanho do buraco?”. “Mas o buraco já existia”. “Mesmo?”. “Verdade, ele só aumentou um pouco, mas morreram 6 pessoas”. “Que tragédia meu Deus!”.
Dá até para entender que os leigos não saibam da existência do buraco nas obras, porque a televisão fez entender é que a cratera não existia. Depois eles o aumentaram. E muito. Se tivesse desmoronado em profundidade não em comprimento, as televisões estariam dizendo que seria a ligação de metrô São Paulo /Tóquio.
E olha que os buracos nas rodovias federais matam muito mais. Mas isso a gente já acostumou. Não dá ibope. Não tem mais graça. Mas a cratera tem cheiro de carniça fresca. E carniça atrai urubus de todas as espécies.
Rápida e implacável, a dos repórteres sensacionalistas é a primeira a chegar e colocar no ar as opiniões embasadas dos Urubus “Especialistas de Plantão”. Eles não são geólogos, nem engenheiros, mas tem a sua opinião veemente: "Foi terrorismo. Com certeza! Eu vi um talibã entrar no buraco, sem ninguém perceber."
Filtrar informação pra que? Joga na tela que o povo acredita sem pensar e discute. Dá ibope. Também apareceu a espécie Família. Pai, Mãe e filhos. Num típico e cada vez mais tradicional programa família: A tragédia do final de semana. Teve até a descoberta de uma nova espécie. A dos urubus Solidários, como a Red Bull. Que foi prestar solidariedade, distribuindo energéticos para os engenheiros responsáveis pelas buscas e para os curiosos de plantão. Afinal se algum deles caísse no buraco não teria problema, por que: “Red Urubull te dá asas!”. O buraco na aviação civil que causou uma tragédia sem precedentes na aviação brasileira já foi esquecido. O caos nos aeroportos? Esquecido. O buraco nas filas do INSS que mata muito mais gente todos os dias? Esquecido. Se cair mais três obras do metrô, ninguém vai dar à mínima. A gente acostuma. E esquece.
A cratera deu ibope porque era carniça fresca. Agora, já está começando a feder. E carne velha não dá ibope.
Até a próxima tragédia ou crônica. O que acontecer primeiro.
15 de janeiro de 2007
O Pênis e Suas Figuras de Linguagem
Faz tempo que o pênis do brasileiro não é apenas mais órgão reprodutor ou parte do sistema urinário. É metáfora.
Os paulistanos, por exemplo, vivem com o “caralho” na boca. Sempre dispostos a usá-lo, seja numa interjeição de espanto “Caralhooo!” ou como figura de linguagem hiperbólica: “Gebra-Gebra do Norte? Você mora longe pra caralho!”. O que nesse caso é muito injusto, porque justamente está é a parte mais rápida de chegar no homem.
Já o baiano, adora uma “porra”. Lá é porra para todo lado. Se o cara é feio, é “feio pra porra”. Se for caro, “é caro pra porra”. Analisando, essa verdadeira inundação na Terra de Todos os Santos até faz sentido, é só perguntar para qualquer homem o que ele mais fez na pré-pós-adolescência. O único problema é que na Bahia uma pessoa mais desprevenida corre o sério risco de ser alvejada por uma “porra” perdida.
Com certeza o restos dos brasileiros do Norte ao Sul devem empregar suas genitálias em outros advérbios, em inusitadas figuras de linguagem e até mesmo para o sexo. A grande maioria, relacionada com a região pubiana masculina, é claro. Porque até hoje eu nunca ouvi ninguém falar: “Você é feio como uma buceta!”, mesmo porque, ainda tem homem achando “buceta” bonita pra caralho.
Os paulistanos, por exemplo, vivem com o “caralho” na boca. Sempre dispostos a usá-lo, seja numa interjeição de espanto “Caralhooo!” ou como figura de linguagem hiperbólica: “Gebra-Gebra do Norte? Você mora longe pra caralho!”. O que nesse caso é muito injusto, porque justamente está é a parte mais rápida de chegar no homem.
Já o baiano, adora uma “porra”. Lá é porra para todo lado. Se o cara é feio, é “feio pra porra”. Se for caro, “é caro pra porra”. Analisando, essa verdadeira inundação na Terra de Todos os Santos até faz sentido, é só perguntar para qualquer homem o que ele mais fez na pré-pós-adolescência. O único problema é que na Bahia uma pessoa mais desprevenida corre o sério risco de ser alvejada por uma “porra” perdida.
Com certeza o restos dos brasileiros do Norte ao Sul devem empregar suas genitálias em outros advérbios, em inusitadas figuras de linguagem e até mesmo para o sexo. A grande maioria, relacionada com a região pubiana masculina, é claro. Porque até hoje eu nunca ouvi ninguém falar: “Você é feio como uma buceta!”, mesmo porque, ainda tem homem achando “buceta” bonita pra caralho.
5 de janeiro de 2007
O Rio de Janeiro Continua Sendo
Corpos carbonizados na rua. Pessoas chorando. Mães gritando por seus filhos. Ônibus incendiado. Esse cenário de terror descreve qualquer país do oriente médio que sofre com ações de grupos religiosos extremistas. Chega a ser surreal, mas a cidade que vem sofrendo com este tipo de barbárie já foi conhecida como Cidade Maravilhosa.
O Rio de Janeiro há anos sofre com as ações do crime mais que organizado. Quem não lembra do CV – Comando Vermelho – que ficou famoso por alguns anos, mas assim como o futebol carioca, foi desbancado pelos paulistas com o PCC – Primeiro Comando da Capital. Mas agora eles querem o título de banditismo mais organizado do ano e começaram o ano botando fogo na disputa.
E nessa disputa quem sofre são os moradores da cidade e os turistas. Quer dizer, o turismo do Rio vai ter uma reviravolta e vai ser conhecido como turismo hiper-radical. Ir pra Nova Zelândia se arriscar pulando de Bungee-Jumping? Fazendo Rafting? Pra quê? Muito perigoso. Por muito menos você pode participar de um típico assalto a ônibus, com direito a churrasquinho na hora e ainda presenciar a exclusiva volta dos arrastões. Tudo a base de muita caipirinha, samba e muita segurança. Os mais corajosos ainda podem se arriscar a levar uma bala perdida pra casa.
Calma. Vem por aí: Turistas, o filme. Que provavelmente os governantes do Rio (e o Governo Federal também) vão querer vetar a veiculação por se tratar de uma calúnia, uma visão distorcida e irreal do povo e da cidade carioca. Eles tem razão. Quando um traficante, de órgãos!, retiraria órgãos de turistas para doar para população carente? Calúnia! Eles venderiam e caro! O CV sim, não deve permitir a exibição do filme. Irá denegrir a imagem do tráfico organizado e espantar os turistas europeus, uma fonte de renda muito rica. Por que sem emoção real, eles ficam pela Europa mesmo.
O Rio de Janeiro continua lindo, mas quando for visitá-lo, lembre-se de levar câmera descartável, por que se levar a digital: “perdeu malandro”.
O Rio de Janeiro há anos sofre com as ações do crime mais que organizado. Quem não lembra do CV – Comando Vermelho – que ficou famoso por alguns anos, mas assim como o futebol carioca, foi desbancado pelos paulistas com o PCC – Primeiro Comando da Capital. Mas agora eles querem o título de banditismo mais organizado do ano e começaram o ano botando fogo na disputa.
E nessa disputa quem sofre são os moradores da cidade e os turistas. Quer dizer, o turismo do Rio vai ter uma reviravolta e vai ser conhecido como turismo hiper-radical. Ir pra Nova Zelândia se arriscar pulando de Bungee-Jumping? Fazendo Rafting? Pra quê? Muito perigoso. Por muito menos você pode participar de um típico assalto a ônibus, com direito a churrasquinho na hora e ainda presenciar a exclusiva volta dos arrastões. Tudo a base de muita caipirinha, samba e muita segurança. Os mais corajosos ainda podem se arriscar a levar uma bala perdida pra casa.
Calma. Vem por aí: Turistas, o filme. Que provavelmente os governantes do Rio (e o Governo Federal também) vão querer vetar a veiculação por se tratar de uma calúnia, uma visão distorcida e irreal do povo e da cidade carioca. Eles tem razão. Quando um traficante, de órgãos!, retiraria órgãos de turistas para doar para população carente? Calúnia! Eles venderiam e caro! O CV sim, não deve permitir a exibição do filme. Irá denegrir a imagem do tráfico organizado e espantar os turistas europeus, uma fonte de renda muito rica. Por que sem emoção real, eles ficam pela Europa mesmo.
O Rio de Janeiro continua lindo, mas quando for visitá-lo, lembre-se de levar câmera descartável, por que se levar a digital: “perdeu malandro”.
21 de dezembro de 2006
O Custo Natal
Dingou Beus! Dingou Beus! É Natal. Hora de refletir como fazer o décimo terceiro, que esperamos o ano inteiro para por as contas em dia, sobrar e render para os presentes da família, do amigo secreto do trabalho e do pessoal do curso de aramaico, além de sobrar para ceia.
Hora de calcular o custo Natal.
A família divide a ceia. Todo mundo briga para na hora de comprar tender. Ninguém quer. E o pior é para o pato que pagou o pato, quer dizer o tender, porque sempre sobra e ninguém come.
Os presentinhos dos priminhos e das titias compradas no esquema Rua 25 de Março saem mais barato que os 30 minutos de ar-condicionado ligado no trânsito onde nem a dona inércia anda e aquela coxinha fresquinha de ontem de manhã no Bar que se auto-intitula padaria e que não vende pão.
Só que de lá não dá para comprar o presente do chefe (alguém sempre tira ele no amigo secreto da firma), porque funcionário que preza o 13 do ano que vem, não dá presente do senhor de gancho na mão e perna de pau.
Corre do trabalho para o Shopping. Rodadinha de meia hora até estacionar. Mais um salgadinho para matar a fome pré-compras. Algumas comprinhas em 12 vezes no cartão ali. Mais uns pré-datados ali. Mais o jantar pós-compras. Mais uns reais de estacionamento. Igual a menos dinheiro. Neste caso, pode ser um custo elevado ao fator exponencial, se tiver que repetir a equação mais vezes.
Essa soma nem matemático explica porque toda a soma da positivo, mas nesse caso da negativo.
Pelo menos o bolso daqueles que passam o Natal sem namorada(o) agradece. Nesse caso a subtração soma. Porque além do presente do conjugue ser sempre o mais caro, o custo acessório sogro, sogra, cunhado e cunhada é alto.
E quando parece que os gastos chegaram ao fim, o custo Natal continua aumentando e o salário diminu-indo. Ainda tem o jantar de confraternização da empresa, o churrasco no futebol e o amigo secreto dos amigos. Tudo pela bagatela de mais uma passadinha no Redeshop.
De lembrança do Natal ficam as 12 prestações do cartão de crédito, que quando estiverem pagas, já é Natal. De novo.
Boas Compras! Quero dizer, Boas Festas!
Hora de calcular o custo Natal.
A família divide a ceia. Todo mundo briga para na hora de comprar tender. Ninguém quer. E o pior é para o pato que pagou o pato, quer dizer o tender, porque sempre sobra e ninguém come.
Os presentinhos dos priminhos e das titias compradas no esquema Rua 25 de Março saem mais barato que os 30 minutos de ar-condicionado ligado no trânsito onde nem a dona inércia anda e aquela coxinha fresquinha de ontem de manhã no Bar que se auto-intitula padaria e que não vende pão.
Só que de lá não dá para comprar o presente do chefe (alguém sempre tira ele no amigo secreto da firma), porque funcionário que preza o 13 do ano que vem, não dá presente do senhor de gancho na mão e perna de pau.
Corre do trabalho para o Shopping. Rodadinha de meia hora até estacionar. Mais um salgadinho para matar a fome pré-compras. Algumas comprinhas em 12 vezes no cartão ali. Mais uns pré-datados ali. Mais o jantar pós-compras. Mais uns reais de estacionamento. Igual a menos dinheiro. Neste caso, pode ser um custo elevado ao fator exponencial, se tiver que repetir a equação mais vezes.
Essa soma nem matemático explica porque toda a soma da positivo, mas nesse caso da negativo.
Pelo menos o bolso daqueles que passam o Natal sem namorada(o) agradece. Nesse caso a subtração soma. Porque além do presente do conjugue ser sempre o mais caro, o custo acessório sogro, sogra, cunhado e cunhada é alto.
E quando parece que os gastos chegaram ao fim, o custo Natal continua aumentando e o salário diminu-indo. Ainda tem o jantar de confraternização da empresa, o churrasco no futebol e o amigo secreto dos amigos. Tudo pela bagatela de mais uma passadinha no Redeshop.
De lembrança do Natal ficam as 12 prestações do cartão de crédito, que quando estiverem pagas, já é Natal. De novo.
Boas Compras! Quero dizer, Boas Festas!
13 de dezembro de 2006
Escova que só não Escova os Dentes.
O intervalo comercial da novela das 8 - que passa as 9 - exibe: “Design revolucionário. Mais conforto. Mais proteção. Maior desempenho.” Com tantos atributos e cenário futurista, se não for propaganda da NASA, tem que ser de um carro importado que voe.
Engano. É apenas o lançamento da Escova-X: Mega Limpalizer. Desenvolvida por profissionais que passam o dia inteiro pensando em você no banheiro. São milhões de dólares investidos para desenhar uma escova revolucionária. Diferentes de todas as outras: Com cabo e cerdas.
Injustiça. São tantos os modelos disponíveis que fica até difícil escolher entre a versão Comfort - com massageadores laterais ou GLX com cerdas opostas (seja lá o que isso signifique), só falta à versão Tunning movida à pilha, com mp3 player, cerdas rebaixadas e neon.
E para justificar a tecnologia envolvida (?) é recomendável ler o modo de usar antes de aplicar pasta nas cerdas e escovar os dentes: “Uso oral.” - Genial, fica impossível não pensar em uma piada de duplo sentido. “Use apenas para escovar os dentes.” - São tantos os recursos que o uso poderia se estender para se esfregar as costas também. “Aplique pasta dental marca X, para melhor rendimento.” Resumindo, além de pagar uma fortuna numa escova de dente, se não usar a pasta dental indicada ela não funciona? É isso?
Agora com licença, que eu vou escovar meus dentes com minha antiga escova que “apenas escova os dentes” e funciona com qualquer pasta.
Engano. É apenas o lançamento da Escova-X: Mega Limpalizer. Desenvolvida por profissionais que passam o dia inteiro pensando em você no banheiro. São milhões de dólares investidos para desenhar uma escova revolucionária. Diferentes de todas as outras: Com cabo e cerdas.
Injustiça. São tantos os modelos disponíveis que fica até difícil escolher entre a versão Comfort - com massageadores laterais ou GLX com cerdas opostas (seja lá o que isso signifique), só falta à versão Tunning movida à pilha, com mp3 player, cerdas rebaixadas e neon.
E para justificar a tecnologia envolvida (?) é recomendável ler o modo de usar antes de aplicar pasta nas cerdas e escovar os dentes: “Uso oral.” - Genial, fica impossível não pensar em uma piada de duplo sentido. “Use apenas para escovar os dentes.” - São tantos os recursos que o uso poderia se estender para se esfregar as costas também. “Aplique pasta dental marca X, para melhor rendimento.” Resumindo, além de pagar uma fortuna numa escova de dente, se não usar a pasta dental indicada ela não funciona? É isso?
Agora com licença, que eu vou escovar meus dentes com minha antiga escova que “apenas escova os dentes” e funciona com qualquer pasta.
7 de novembro de 2006
Todo Mundo Faz Milagre, Até Quem Não é Santo.
Apenas um dia qualquer na Avenida Nossa Senhora do Sabará, 195.
“Trimmm, trimmmm”
- São Matheus Marmoraria, bom dia!
- Bom dia. Com quem falo?
- Matheus.
- O santo?
- Pode-se dizer que sim.
- Minha mãe sempre disse que ao falar direto com o Santo as preces são atendidas mais rápido.
- É o que dizem.
- Na verdade eu preciso de um verdadeiro milagre.
- É por isso que são canonizados os Santos.
- Olha o outro cara que estava aqui trabalhando me prometeu tantas coisas e não cumpriu nada, e o preço era mais caro que minha alma.
- Sua mãe nunca falou para você não acreditar na concorrência?
- É, eu sei, mas eles falaram que todo as minhas vontades seriam atendidas tão rápidas que eu cai em tentação e agora minha casa está um verdadeiro inferno.
- E agora, arrependido, você procurou a gente como forma de redenção?
- Sim.
- E você quer que eu resolva todos os problemas para o seu lar voltar a ser um paraíso?
- Exato. Mas o problema que tem que ser um milagre daqueles. Para se ter uma noção da minha perdiçaõ, só a escada é tão grande que vai do inferno ao céu.
- Olha vou falar com meu superior, para ver e ele me autoriza a colocar o seu problema na frente dos outros.
- Quem Deus?
- Pode se dizer que sim.
- Vamos fazer o seguinte, eu passo ai e te trago até minha casa, você vê o tamanho do problema e vê se pode me ajudar. Se puder, não pergunto nem preço.
- Olha que quando a esmola é demais o santo desconfia.
- É que estou desesperado. Mas eu prometo que ao final da construção mando fazer uma faixa com os dizeres: “Obrigado São Matheus pela obra terminada”.
- Fico grato pela faixa. Mas ainda preciso conversar com meu superior.
“Turu, tururu, tururu”.
- Suas preces foram atendidas. Pode passar aqui.
- Olha, você é um anjo.
- Na verdade, Santo.
“Trimmm, trimmmm”
- São Matheus Marmoraria, bom dia!
- Bom dia. Com quem falo?
- Matheus.
- O santo?
- Pode-se dizer que sim.
- Minha mãe sempre disse que ao falar direto com o Santo as preces são atendidas mais rápido.
- É o que dizem.
- Na verdade eu preciso de um verdadeiro milagre.
- É por isso que são canonizados os Santos.
- Olha o outro cara que estava aqui trabalhando me prometeu tantas coisas e não cumpriu nada, e o preço era mais caro que minha alma.
- Sua mãe nunca falou para você não acreditar na concorrência?
- É, eu sei, mas eles falaram que todo as minhas vontades seriam atendidas tão rápidas que eu cai em tentação e agora minha casa está um verdadeiro inferno.
- E agora, arrependido, você procurou a gente como forma de redenção?
- Sim.
- E você quer que eu resolva todos os problemas para o seu lar voltar a ser um paraíso?
- Exato. Mas o problema que tem que ser um milagre daqueles. Para se ter uma noção da minha perdiçaõ, só a escada é tão grande que vai do inferno ao céu.
- Olha vou falar com meu superior, para ver e ele me autoriza a colocar o seu problema na frente dos outros.
- Quem Deus?
- Pode se dizer que sim.
- Vamos fazer o seguinte, eu passo ai e te trago até minha casa, você vê o tamanho do problema e vê se pode me ajudar. Se puder, não pergunto nem preço.
- Olha que quando a esmola é demais o santo desconfia.
- É que estou desesperado. Mas eu prometo que ao final da construção mando fazer uma faixa com os dizeres: “Obrigado São Matheus pela obra terminada”.
- Fico grato pela faixa. Mas ainda preciso conversar com meu superior.
“Turu, tururu, tururu”.
- Suas preces foram atendidas. Pode passar aqui.
- Olha, você é um anjo.
- Na verdade, Santo.
3 de agosto de 2006
Tem Muita Gente Nessa Lista
Tem muita gente nessa lista* que são meus verdadeiros amigos. Amigos. Pessoas com quem eu divido minhas risadas e meus ressentimentos.
Tem muita gente nessa lista com quem eu gostaria de tomar mais um copo de cerveja. Dar mais uma risada. Fazer mais uma viagem. Pessoas que eu quero chamar de amigo.
Tem muita gente nessa lista que eu nunca chamei de amigo e sim conhecido. Às vezes colega. Mas que deixaram mais do que um sorriso no rosto e um copo de cerveja vazio.
Tem muita gente nessa lista que eu já chamei de amigo. Alguns por apenas um dia. Alguns por anos. Mas que nunca foram meus amigos. Hoje talvez nem os possa chamar de conhecido.
Tem muita gente nessa lista que eu nunca considerei meu amigo. Mas que se mostraram muito mais amigo do que aqueles que já me chamaram de amigo.
Tem muita gente nessa lista que provavelmente nunca mais verei. Amigos, colegas e conhecidos que não vão ligar. Mandar uma mensagem no celular ou simplesmente responder um e-mail.
É, Tem muita gente nessa lista.
*Referencia aos milhares de e-mails que mandamos todos os dias, para centenas de (amigos) pessoas.
Tem muita gente nessa lista com quem eu gostaria de tomar mais um copo de cerveja. Dar mais uma risada. Fazer mais uma viagem. Pessoas que eu quero chamar de amigo.
Tem muita gente nessa lista que eu nunca chamei de amigo e sim conhecido. Às vezes colega. Mas que deixaram mais do que um sorriso no rosto e um copo de cerveja vazio.
Tem muita gente nessa lista que eu já chamei de amigo. Alguns por apenas um dia. Alguns por anos. Mas que nunca foram meus amigos. Hoje talvez nem os possa chamar de conhecido.
Tem muita gente nessa lista que eu nunca considerei meu amigo. Mas que se mostraram muito mais amigo do que aqueles que já me chamaram de amigo.
Tem muita gente nessa lista que provavelmente nunca mais verei. Amigos, colegas e conhecidos que não vão ligar. Mandar uma mensagem no celular ou simplesmente responder um e-mail.
É, Tem muita gente nessa lista.
*Referencia aos milhares de e-mails que mandamos todos os dias, para centenas de (amigos) pessoas.
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